Lago do Vila Verde

Sobre o Lago do Vila Verde

O lago do Vila Verde é alimentado por águas superficiais (córregos, nascentes e água da chuva) e subterrâneas (lençol freático). A água pluvial que corre pelas sarjetas é captada pelos sistemas de drenagem e passam por caixas de decantação antes de serem conduzidas aos córregos. As nascentes e cursos d’água são preservados pelas matas ciliares, protegidas por lei. Já a água subterrânea está comprometida pela infiltração dos efluentes domésticos e outros poluentes, como herbicidas e fertilizantes.

O que já foi feito?
Em 2012 a administração identificou e desativou diversas ligações clandestinas que lançavam esgoto diretamente nestes córregos. Já nesta época, foram propostos orçamentos para a elaboração de projetos de captação e tratamento de esgoto. Porém, esta solução envolve a construção de uma rede de coleta e uma estação de tratamento com custos extremamente elevados.

Dois anos depois, a administração apresentou um orçamento para o desassoreamento do leito do lago, prevendo a retirada de aproximadamente 900 metros cúbicos de lodo. Novamente, o alto valor dos serviços inviabilizou a continuidade do projeto.

Novas alternativas
Em 2017, a associação convidou o médico veterinário Marcos Ferreira Kac, do Residencial Terras de Santa Adélia, que encaminhou uma proposta para elaboração de projeto de adequação dos sistemas de drenagem e captação de água, controle da população e manejo de peixes.

Em março deste ano, moradores, diretores e funcionários se reuniram para buscar soluções. Novas análises laboratoriais foram realizadas, constatando-se um grande volume de matéria orgânica na água do lago. As análises permitiram verificar também a boa qualidade da água nas nascentes e córregos que contribuem para sua formação.

Plantas Aquáticas

No dia 13 de julho de 2018, o biólogo Juliano Cherix (Algae Biotecnologia) e o engenheiro agrônomo Alexandre (Wetlands International), especialistas em biorremediação e tratamento de efluentes visitaram o residencial. Na ocasião o grupo apresentou as informações colhidas nas análises.

Segundo os especialistas, a principal fonte de matéria orgânica do lago são os lençóis freáticos. O fluxo subterrâneo absorve os efluentes domésticos do solo saturado e os transporta até o lago. Como resultado, o excesso de nutrientes favorece a proliferação de algas e plantas aquáticas, que absorvem fósforo, nitrogênio e potássio da água, além de outros elementos, auxiliando na melhoria da qualidade do lago.

 

Tratamento do Lago
Após a visita, os especialistas concluíram que o tratamento de efluentes, por meio do sistema conhecido como “jardins filtrantes (Wetlands)”, talvez possa ser adaptado para as necessidades do Vila Verde. Como a topografia e estrutura do residencial não permitem a instalação desse sistema de forma centralizada, os técnicos estudam a possibilidade de trazer da Holanda, um sistema desenvolvido para uso doméstico, onde seriam utilizados reatores individuais por residência. São pequenos tanques de 2 metros cúbicos onde os efluentes seriam filtrados por plantas aquáticas. Ainda não se sabe o custo desta tecnologia, nem se será possível importa-la em curto prazo.

Possíveis soluções
Como alternativas, os consultores sugeriram também a implantação de um sistema de captação e tratamento centralizado para os efluentes ou a aquisição de sistemas fechados individuais (biodigestores). Todas as alternativas apresentadas pelos diversos profissionais consultados implicam em investimentos altos e obras de infraestrutura. No entanto, é fundamental o engajamento de todos na adoção de práticas adequadas. Como por exemplo:  como a destinação correta dos efluentes, a contenção dos resíduos de construção, a cobertura vegetal dos terrenos como forma de evitar erosões e a preservação das matas ciliares, que protegem os recursos hídricos e garantem a renovação dos corpos d’água.


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